domingo, 3 de fevereiro de 2008

Soneto da lua


Soneto da Lua
Vinicius de Moraes (1913- 1980)

Por que tens, por que tens olhos escuros

E mãos lânguidas, loucas, e sem fim

Quem és, quem és tu, não eu, e estás em mim

Impuro, como o bem que está nos puros ?

Que paixão fez-te os lábios tão maduros

Num rosto como o teu criança assim

Quem te criou tão boa para o ruim

E tão fatal para os meus versos duros?

Fugaz, com que direito tens-me pressa

A alma, que por ti soluça nua

E não és Tatiana e nem Teresa: E és tão pouco a mulher que anda na rua

Vagabunda, patética e indefesa

Ó minha branca e pequenina lua !

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Máscaras



acendam estrelas

arranquem máscaras

desnudem emoções

almas nuas

derramem amarguras sarando feridas

deixando a luz passar

palavras

que os mortais podem dizer

tirando o fôlego

além dos limites

mostrando caras almas

gotas de realidade

vencendo o silêncio solitário

versos inversos

momentos de doce serenidade

risos tristezas

constante mutação

flor chuva

raiz terra

noite profunda

repentinos clarões

ternamente exausta

arrancando máscaras nódoas do passado

enlaçando dedos

juntando belezas

desaguando rios ao mar

evaporando

subindo

criando

a Paz Universal !
Maria Thereza Neves

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Silencio...


(Pintura de John Waterhouse)

Ontem era a tua silhueta sombria
Que eu esperava...! E todos os dias
A tua voz me chegava...
Como um poema, feito no momento
A querer rasgar o silêncio

E eu esperava...
O sinal destemido que não vinha
A voz quente que imaginava ser tua
Quando o vento sul soprava
E me beijava...
Nas noites delirantes em que te não tinha

Mas, meu Amor...o tempo a passar,
Ingrato, como o amor desfeito.
E da tua sombra fugidia
Ficava apenas, a marca
De um sonho por cumprir
E de uma paixão por revelar

Hoje?

Agarra o poder dos teus versos
Ergue com eles o teu muro da coragem
Vem entrelaçar flores nos meus cabelos
E semeia risos nos meus olhos d'água

Porque... meu Amor!
Talvez o tempo que nos falte
Nos dê tempo...
E quem sabe, fique à espera!
MT-Teresa

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Premio Escritores da Liberdade




Tive a agradável surpresa de ser-me concedido um prêmio.Como blogueira: Escritores da Liberdade.O prêmio foi-me atribuído por minha adorável amiga Dolores Quintão,também, anteriormente nomeada “Escritor da Liberdade” , autora do blogue http://meusencantos.blogspot.com/a minha amigaque foi inicialmente criado e publicado no blogue Batom cor-de-rosahttp://batomcorderosa.blogspot.com/para distinguir e incentivar todos os que escrevem, partilham seus sentimentos, opiniões,dividem as palavras amigas que recebem de seus amigos,colocam seus ideais,seus gostos pela literatura,seja ela de que forma for e de que manifestação lhe seja atribuída. O prêmio tem um simbolismo, e reflete o reconhecimento a quem escreve,a quem partilha, É um generoso incentivo de quem o criou e de quem o atribui,no meu caso a minha amiga Dilma DamascenoPor isso, outros como eu, precisam desse reconhecimento e estímulo. Passo o testemunho e pro


Sinto-me profundamente grata e sensibilizada com tamanha honra .


Agradeço a todos os amigos e parabenizo a todos os blogs votados.


Bianca freitas


Na oportunidade,nomeio 5 blogs que julgo de relevado interesse e criatividade,não desmerecendo a pléiade de blogs que apresentam excelentes trabalhos:





sexta-feira, 26 de outubro de 2007

" O VOO DA ÁGUIA"







Olha essa passarada


no céu da minha alvorada


Negros pássaros amargos


sem horizontes libertos


magoados pela inveja


da liberdade da águia


são corvos disputando


nas margens de cada regato


como urubús famintos


Corvos negros de voo rasante


invejando as estrelas


na sua cadência brilhante


Coxos da alma, esmolantes


famintos e deturpados


Como vendilhões do templo


mascarados de razão


Eles não sabem


nem sonham


que a verdadeira emoção


está na liberdade de voar...Plenamente!




luizacaetano

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

CELEBRANDO A CHUVA COM “C”   


Celebro a chuva que corre

que caçoa e cospe o choro do céu

cantarola cheia de charme

cai em cima dos chapéus.

Nos cenários carcomidos

castiga as calçadas

cala os chorões constrangidos

cada cena é chacoalhada.

Chuvisca chorosa

cruzando cais e calhas

cai caprichosa certeira

nos colos e casas caiadas como cachoeira.

Cadenciado compasso nos capins

sem cerimônia cobiça canções

dos corcéis que cavalgam pelos confins

choraminga na cor dos caramanchões


.soninha porto

Branca Lua

Branca Lua
Translúcida lua A mostrar-se nua. Soluçando acordes De uma canção sem fim. Caminha como uma sentinela, Num indiferente passeio Na imensidão da noite. Quando se mostra no firmamento Vira o arquétipo da paixão. E no silêncio do espaço Torna-se ingênua e dança, Num vestido bordado De vapores e cores. Para impressionar-me, Revela-se branca e pequena E eu a vigio, Objeto de meu desejo, Brilhante pérola de nácar. Segue presa num colar cósmico, Deixando-se refletir e embalar, Entorpecida pela mãe Terra E pelas marés que tecem o mar. Rachel D.Moraes

Saudades imensas e intensas!

Saudades imensas e intensas!
Um olhar de sedução à babar......Quero!!

Um sabor inesquecível.....prazer inenarrável! au!au!

My best friend!

My best friend!
Uma estrela sob o sol....Luíza Caetano!

Sai um chop,faz favor!!! AU!!!

Sai um chop,faz favor!!!   AU!!!
Olhar mais lânguido e doce,não há...